Menina síria de 7 anos usa o Twitter para contar seu dia a dia em meio à guerra

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A menina Bana Al-Abed tem 7 anos e vive em Aleppo, a outrora próspera e maior cidade da Síria, hoje epicentro do conflito que arrasa o país. Com a contundência direta e reta de quem é, em sua própria existência, símbolo de resistência e do absurdo da guerra, Bana relata pelo Twitter suas vivências de cerco e conflito.

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Sua cidade, tomada pelos rebeldes, segue há cerca de três meses cercada pelas tropas do governo de Bashar Al-Assad. Por isso, Bana permanece sempre em casa, enquanto a guerra se impõe ao seu redor e as bombas chovem sobre Aleppo.

É o dia-a-dia de quem vive em tal condição que a menina relata, em frases curtas e explicitas sobre as consequências imediatas de ser prisioneira de um conflito.

Bana quer “viver como as crianças de Londres”, pois em Aleppo “não há água, leite, remédios”. “Não somos terroristas”, ela se queixou para um canal de televisão.

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Somos crianças, temos o direito de viver”, disse Bana.

A escola local foi bombardeada, e como outras escolas são demasiado longe, tentar frequentar as aulas tornou-se profundamente arriscado. Bana então lê em casa para “tentar esquecer a guerra” – enquanto seu irmão chora ao som das bombas, sobre quem Bana afirma que “prefere morrer a deixá-lo morrer”.

A própria presença de tais termos na postagem e no repertório de uma criança ilustra com clareza a incongruência criminosa dessa e de qualquer guerra – e da pesada pena que se abate sobre a população, perfeitamente ilustrada pela comemoração da mãe de Bana em uma postagem, pela manhã: “Ainda estamos vivos

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Fonte: hypeness.com.br