Detentos fogem de presídio onde ex-goleiro Bruno é segurança

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Foto: Divulgação

Dois internos conseguiram fugir depois de render os seguranças da unidade prisional onde cumpriam pena nesta terça-feira (7) em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte. Thiago André Mendes de Oliveira, de 28 anos, estava preso por tráfico de drogas desde 2014 e Edenilton Militão de Souza, de 34, havia sido preso em dezembro de 2016 por envolvimento no sequestro de uma funcionária da Caixa Econômica Federal.

A dupla estava armada e conseguiu render os seguranças da APAC (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado), que também eram internos da casa.

A dupla estava armada e conseguiu render os seguranças da APAC (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado), que também eram internos da casa.

Administrada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e tida como modelo de sistema prisional, as APAC de Santa Luzia tem entre seus internos o ex-goleiro Bruno, acusado pela morte da modelo Eliza Samúdio, com quem o ex-atleta teve um filho. Não há informações se Bruno estava de serviço no momento da fuga.

O TJMG ainda não sabe como os fugitivos tiveram acesso às armas usadas na fuga. A direção da APAC Santa Luzia iniciou as investigações para descobrir como o armamento entrou na unidade, mas já adiantou que, assim que os dois forem recapturados retornarão para um presídio comum.

As APACs

Criado em 2001 pelo professor paulista Mário Ottoboni, as APACs funcionam em 39 localidades mineiras e compõe o programa “Novos Rumos” do TJMG. Sua metodologia está fundamentada em 12 elementos, caracterizados como: Participação da comunidade; Recuperando ajudando o recuperando; Trabalho; Religião, Assistência jurídica; Assistência à saúde; Valorização humana; Família; Voluntário e sua formação; Centro de Reintegração Social; Mérito; e Jornada de libertação com Cristo.

Segundo dados do tribunal, a reincidência em crimes é mais alta em custodiados oriundos do sistema prisional comum do que nos internos das APACs. A estimativa oficial é que apenas 15% dos egressos das associações voltam a cometer crimes, enquanto que as taxas do egressos das penitenciárias normais é mais de 4 vezes maior e chegam a 70%.

O “clima” dentro das APACs, de uma forma geral, também é menos pesado que as penitenciárias. Em entrevista a uma revista o ex-goleiro Bruno afirmou que o sistema convencional não recupera ninguém. Antes de chegar a APAC de Santa Luzia, Bruno havia passado ainda pelos presídios de segurança máxima Nelson Hungria e Francisco Sá, em MG e Bangu II no RJ.

O publicitário Marcos Valério, condenado por operar um esquema criminoso para o PT e PSDB, tentou, por 2 vezes, ser transferido para APAC, os dois pedidos, no entanto foram negados.

Fonte: terra.com.br